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  De acordo com John Percival, professor de finanças da Wharton School, é de um CRO que as empresas precisam para liderar a gestão de riscos.



Na onda dos cargos-siglas, o CRO é o Chief Risk Officer –ou diretor de riscos. Ele chega para assumir parte das funções do diretor financeiro (Chief Finance Officer) e parte das funções do diretor de operações (Chief Operations Officer), no que tange à avaliação dos riscos que a empresa cogita assumir.

Mas por que o executivo de finanças não pode cuidar dessa tarefa? Afinal, ela requer efetuar cálculos e análises típicos da área. No entanto, os riscos adquiriram uma complexidade que escapa dos domínios do pessoal financeiro. Em tempos idos, gerir riscos não abrangia muito mais do que estudar taxas de câmbio e de juros. Hoje, gerir riscos abrange conhecimento das diversas áreas da empresa. O risco está em, praticamente, qualquer etapa do processo de produção e entrega de um produto ou serviço ao mercado. Mas o executivo de operações também não é a pessoa ideal para cuidar disso.

O “2008 IBM CFO Study” entrevistou 1200 profissionais de finanças de 79 países. Eles disseram que gerir riscos é fundamental para o crescimento da receita e do preço por ação. O estudo também apontou que, nos últimos três anos, 62% das empresas que faturam mais de US$ 5 bilhões e 46% das demais enfrentaram situações de risco.

A BBC, por exemplo, teve sua credibilidade arranhada por ter usado de telefonemas falsos em suas matérias. A Mattel, por sua vez, terceirizou sua produção com um fabricante chinês que usava chumbo na tinta dos brinquedos; com isso, fez o recall dos produtos e os lucros da empresa caíram US$ 30 milhões. Ambos os problemas não são da alçada da área de finanças, daí porque Percival sugere a adoção do CRO.

Outro dado relevante: das empresas que enfrentaram situações de risco, 42% não estavam bem preparadas para lidar com o problema –ainda que 85% dos riscos tidos como não-financeiros levem à erosão do valor de mercado da empresa. Que venha o CRO!